CAPÍTULO I — Origem, Identidade e Doutrina
IGREJA – SUA ORIGEM, SUA VINCULAÇÃO E PAPEL
A origem da Igreja está associada à origem do próprio homem. Essa foi uma das duas principais finalidades da criação do ser humano: ser igreja. O Evangelho compara a Igreja a um corpo, cuja cabeça é Jesus Cristo (Colossenses 1:18). Como corpo, a Igreja se vincula ao Senhor e cabeça dela: Jesus. Sua finalidade é servir a seu Senhor, agradando-o e obedecendo-lhe.
A ORGANIZAÇÃO DA IGREJA
A Igreja se forma com pessoas. Desse modo há de haver uma estruturação, uma hierarquia. Essa segmentação diz respeito apenas à ordem espiritual e social. Isto significa que, embora a graduação das funções, e os diferentes ministérios desempenhados por cada um, todos os membros que formam a igreja têm a mesma importância e o mesmo valor diante de Deus – Lucas 22:26.
SEU GOVERNO
A Igreja, como Entidade Religiosa, e do ponto de vista humano, é governada, exclusivamente, por seus próprios componentes, na forma prevista em seus Estatutos.
AS CONGREGAÇÕES
Elas devem ser administradas por pessoas de boa reputação entre seus integrantes e, também, que tenham bom testemunho diante de toda a sociedade. As funções nas congregações prescindem de consagração ministerial ou presbiteral – Tito 1:5.
CONGREGAÇÕES E IGREJAS — CONCEITO
A 'congregação' difere de 'igreja' não pela quantidade de pessoas que frequenta seu ambiente. Antes, tal classificação deve levar em conta o conjunto de pessoas com habilidades e disposição suficientes para manter a liturgia corrente. Se insuficiente, deverá ser considerada uma congregação; se suficiente, uma igreja.
MINISTÉRIOS E CONSAGRAÇÕES
Por 'ministério' entende-se uma designação abstrata e divina, fruída por uma pessoa, e que a torna habilitada para o desempenho de determinada atividade no Corpo de Cristo, em alguma área. Diferentemente, a 'consagração' é atribuída a alguém que demonstra disposição, aptidão e talento para o exercício de funções específicas.
AS CONSAGRAÇÕES
A igreja considera as consagrações em dois níveis: presbiteral e diaconal. A consagração presbiteral se destina exclusivamente à componentes do sexo masculino. A diaconal, a ambos os sexos.
DO EXERCÍCIO DAS FUNÇÕES COMO CONSAGRADOS
A consagração ao diaconato e ao presbiterato são permanentes, porém, o exercício das respectivas atividades podem ocorrer de forma temporária, a critério do consagrado e/ou da congregação local.
AS COMPETÊNCIAS PRESBITERIAIS
Ao presbítero compete a ministração da Palavra, toda a orientação doutrinária e instruções delas decorrentes, ministração do batismo e distribuição da Santa Ceia, unção de enfermos e demais atividades afins para o bom desenvolvimento das funções eclesiais.
AS COMPETÊNCIAS DIACONAIS
Ao diácono e à diaconisa compete todo o acompanhamento da igreja em suas múltiplas formas de ação junto à comunidade em geral, no âmbito da família e de seus membros, desde a infância. Cabe-lhes, também, a verificação das necessidades sociais, e carrear tais situações para o conhecimento da igreja. Também lhes são atribuídos os cuidados para a boa organização do ambiente de culto e promoção da segurança e do bem-estar geral dos fiéis.
A COMPETÊNCIA PASTORAL
A igreja não considera a função pastoral como um nível de consagração ministerial. Trata-se, antes, do exercício de um chamado recebido de Deus, associado à disposição, talento e vocação daquele que se dispõe a esse mister. O pastor recebe a mesma consagração presbiteral. Quando admitido na função, recebe imposição das mãos do presbitério da igreja, que lhe confere autoridade e competência para esse fim.
O EXERCÍCIO DA FUNÇÃO PASTORAL
O pastor é a autoridade máxima da congregação local. Deve, por isso, ser pessoa de confiança da congregação, ter boa experiência na convivência com pessoas e boa reputação diante da comunidade interna e externa. O pastor poderá exercer seu ofício de forma voluntária, ou com provento parcial, ou integral.
FUNÇÕES CORRELATAS À PASTORAL
Além da função específica de pastor, a igreja poderá, a seu critério e sempre com as justificativas devidas, separar pessoas para o exercício correlato ao de pastor, para atender a obra missionária e de evangelização. Nesses casos, o ofício será exercido por esses trabalhadores da Causa na função de Obreiros.
AS CONGREGAÇÕES LOCAIS
A congregação local é organizada com a finalidade de atender suas diferentes demandas internas. Desse modo, deve haver seguimentos de atividades que visem atender às necessidades infantis, juvenis, jovens, adultos, louvor, informática e mídia, dentre outras.
DAS LIDERANÇAS DA IGREJA LOCAL
Cada congregação deve ter liderança própria. A liderança deverá ser exercida, sempre, por uma equipe definida pelo pastor e corpo de conselho locais, com renovação periódica do seu todo ou em parte e sempre que algum dos indicados peça seu afastamento. A liderança nunca deverá recair ou ficar sob a responsabilidade uma única pessoa.
A LIDERANÇA E O CORPO DE CONSAGRADOS
O pastor, os presbíteros, os diáconos e diaconisas devem estar atentos para substituírem quaisquer dos líderes escalados para participarem na liturgia do dia, na ausência inesperada deles ou em seus eventuais impedimentos.
CORPO DE CONSELHO
Cada congregação deve manter um Corpo de Conselho, definido periodicamente na forma prevista no Estatuto da Igreja, cuja finalidade é subsidiar a administração local, com manifestação sobre qualquer assunto de interesse da congregação, cujas decisões se limitam ao alcance de sua competência.
O TEMPLO E SUAS DEPENDÊNCIAS
São destinados, prioritariamente, ao culto divino e demais atividades afins, complementares ou não. Devem também ser disponibilizados para atender necessidades emergenciais da sociedade – com ou sem requisição das autoridades competentes –, e em casos de calamidade pública. Não devem ser utilizados como espaços de lazer e entretenimento, tampouco para eventos particulares e de festejos familiares.
CAPÍTULO II — O Culto Divino e suas Práticas
O CULTO
O culto é o supremo ato da adoração. A palavra culto vem do latim, cultu, e significa adoração ou homenagem a Deus. Seu desenvolvimento importa em honrar, celebrar e cultuar a Deus. É através do culto que o fiel se envolve por inteiro com seu Deus; que a Igreja presta seu serviço a seu Senhor e dono, num envolvimento total e final do adorador com aquele a quem seu culto é dirigido.
SEU ALCANCE E CORRELAÇÕES
Como seu sentido envolve adoração, honra e louvor, o culto deve ser desenvolvido observando-se dois princípios fundamentais: o espiritual e o ético-moral. Espiritual, porque ele é dirigido a Deus, unicamente; ético-moral, porque é promovido por seres humanos, que devem agir observados os limites da fé e da razão.
AS DIFERENTES FORMAS DA MANIFESTAÇÃO CULTUAL
A mais comum das formas cultuais é a desenvolvida no templo em seus horários habituais. Mas o culto é um ato, cuja ocorrência pode ir muito além das portas da igreja. Cultua-se nos lares, nas praças, nos hospitais, nas ruas ou em qualquer ambiente, a depender das circunstâncias e finalidades.
AS DIFERENTES MOTIVAÇÕES CULTUAIS
Também constituem atividade de culto aquelas desenvolvidas com finalidades específicas – também consideradas, temáticas –, a saber: aniversários, casamentos, funerais etc, realizados na igreja e em lares ou em quaisquer outros ambientes, eventualmente preparados ou separados para tal finalidade.
OS ELEMENTOS DO CULTO
O culto é composto por diversos elementos. Alguns, contínuos; outros, eventuais. Dentre os elementos contínuos (presentes em toda e qualquer ocorrência de culto), tem-se: a Palavra (incluída aí a pregação expositiva); a oração e o louvor. Dos elementos eventuais, temos: o batismo e a Santa Ceia. Obs: O ato de ofertar (ofertório) também faz parte do culto, cuja efetividade depende da ordem implementada para esse fim.
FINALIDADES DO CULTO
São diversas as finalidades do culto. As essenciais são:
- Adoração: A inclinação da criatura ante seu criador. A exaltação do Criador por todos os seus feitos. O reconhecimento de nossa total dependência de Deus.
- Louvor: O sacrifício dos lábios. A exaltação. O oferecimento em forma de cântico, oração, elogios e reverência a Deus.
- Evangelização: A pregação do Evangelho através de mensagens, a saber: o Sermão; o cântico; a oração; o testemunho.
- Doutrinação: Instrução sobre as doutrinas bíblicas e seus fundamentos e os princípios elementares da fé cristã.
- Comunhão: Promoção da convivência fraterna e respeitosa entre os adoradores, com vista ao aperfeiçoamento da fé e da amizade com Deus.
- Oração: Meio pelo qual o adorador fala com o Criador para pedir por si ou por outrem. Para agradecê-lo, exaltá-lo e bendize-lo por Sua graça, bondade, perdão e misericórdia.
QUEM PODE TER ACESSO AO AMBIENTE DO CULTO
Qualquer pessoa, convertida ou não, batizada ou não; integrante da membresia ou não.
A MÚSICA NO CULTO
A música compreende o canto (vozes) com ou sem acompanhamento instrumental. Sua execução deve ser harmoniosa e contribuir para formação e manutenção de um ambiente propicio à adoração dirigida a Deus. A música coopera, também, na preparação do coração do adorador para receber a Palavra da pregação.
LUGAR DA PALAVRA NO CULTO
A pregação da Palavra deve ocupar o centro do culto. É através da Palavra que Deus nos fala. Ela representa a própria revelação de Deus a nós. Por isso, qualquer que seja o motivo da reunião da igreja, seu objetivo deve ser norteado sempre e somente pela Palavra.
A IMPORTÂNCIA DA ORAÇÃO NO CULTO
A oração pressupõe uma alma aberta para Deus. Desconectada das circunstâncias e centrada em Deus. Orar é se entregar. Se declarar. Confessar. Pela oração falamos com Deus: nos revelamos a Ele. A oração é a resposta a Deus pela Palavra revelada a nós. Não há culto se não houver oração.
O CULTO E AS OFERTAS
Cultuar é dar a Deus o que lhe pertence. As ofertas fazem parte dessas dádivas. Ofertar (financeiramente) é perfeitamente compatível com o serviço de adoração a Deus. Tal como o dízimo, a oferta representa o prazer de adorar; o desapego das posses terrenas e a demonstração de confiança em Deus como supremo provedor de todas as necessidades.
O BATISMO, A SANTA CEIA E O LAVA-PÉS COMO CULTO
Se cultuar é adorar e render homenagem a Deus, segue-se que o batismo, a santa ceia e o lava-pés constituem um conjunto de ritos destinados para esse fim. Tais procedimentos, por um lado, demonstram o cuidado e a reverência dos fiéis. Por outro, a submissão e o prazer de fazer parte do corpo de Cristo.
A REVERÊNCIA NO CULTO
O culto, qualquer que seja seu tema, e embora seja um ato alegre e espontâneo, não é um momento de lazer ou entretenimento. Segue-se que o cuidado, o zelo e o respeito sejam exigências mínimas a serem atendidas pelo adorador.
O "PÚLPITO" E SUA RELAÇÃO COM O CULTO
Por 'púlpito' entenda-se: 'o lugar de onde a Palavra é anunciada'. Deve ser utilizado com o maior cuidado possível. Seu uso nunca deve ser transformado em oportunidade para queixas, denúncias, acusações, exortações impróprias. Pelo contrário, dele se espera que o amor do Pai, o perdão e a salvação sejam temas incansavelmente abordados, como singular contribuição para o estímulo à adoração e conversão diária dos que ouvem a Palavra.
QUEM PODE PARTICIPAR DO CULTO
O culto é um 'ato solene'. Ou seja, deve ser aberto (público) e seguir uma 'ordem', um 'ritual'. Dele pode participar qualquer pessoa, independentemente de sua crença, posição social, convicção política, raça ou orientação sexual. Obs: Qualquer que seja a condição do participante, presume-se de qualquer um, postura de reverência irrestrita e o devido e máximo respeito.
CARACTERÍSTICAS DO CULTO
O culto é a fonte, o poço, onde o adorador entra para saciar sua fome e sede espirituais. Dele deverá sair saciado, disposto e pronto para testemunhar que, verdadeiramente, o Senhor, Deus do céu, é o único e verdadeiro Deus, que ama sem igual, e que perdoa sem limites.
OS DIFERENTES FORMATOS DE REUNIÕES — ORDEM AOS SÁBADOS
- Abertura (chamamento à adoração, texto bíblico relacionado à lição do dia)
- Cântico congregacional
- Oração conjunta
- Estudo bíblico em pequenos grupos
- Palavra geral conclusiva sobre o assunto estudado
- Cântico congregacional
- Oração conjunta
- Momento com participação das crianças
- Introdução à segunda parte, com agradecimentos e destaques
- Leitura bíblica e oração com agradecimento pelas ofertas e dízimos
- Cânticos sob a liderança do grupo local
- Mensagem (sermão)
- Oração intercessória e bênção final
- Agradecimentos e declaração de encerramento
Sugere-se início às 09h00 e encerramento entre 11h30 e 11h45.
ORDEM AOS DOMINGOS
- Abertura (leitura bíblica, boas-vindas)
- Cântico congregacional
- Oração conjunta
- Pequeno comentário sobre a importância de cultuar
- Cânticos com o grupo local
- Mensagem (sermão)
- Oração intercessória e bênção final
- Agradecimentos e declaração de encerramento
Sugere-se início às 19h00 e encerramento às 20h15.
VARIÁVEIS
Tanto o programa quanto a ordem e horários estabelecidos para o culto estão sujeitos a ajustes, de acordo com a necessidade e tipos de ocorrências eventuais do dia.
Importante: As reuniões de quartas-feiras e outras, eventualmente convocadas, não seguem a formalidade nem as ordens mencionadas acima.
DAS FORMAS DE ABERTURA E DE ENCERRAMENTO DAS REUNIÕES
Todas as reuniões devem ser abertas em Nome de Jesus Cristo. As reuniões aos sábados pela manhã e aos domingos à noite deverão ser encerradas com a "Bênção Apostólica", conforme enunciada em II Coríntios 13:13. As demais, com o mote baseado na bênção araônica, citada em Números 6:24-26, pronunciada na forma pronominal oblíqua da 1ª pessoa do plural, ou seja, em lugar de "te/ti", pronuncia-se "nos/nós".
CAPÍTULO III — Atividades Ministeriais, Presbiterais e Diaconais
ATIVIDADES MINISTERIAIS
É toda atividade típica da igreja relacionada ao evangelismo, pregação da Palavra, visitação, socorro, doutrinação, orientação e organização da igreja. Cada uma dessas ações pode ser conduzida por uma mesma pessoa ou por pessoas diferentes dentro da igreja, dependendo da disponibilidade e vocação de cada uma, ou da disponibilidade desses agentes na Congregação Local. Mas há pessoas preparadas para cada uma delas. São as vocações e os talentos pessoais que o Espírito Santo impulsiona dentro de cada um.
O EVANGELISMO
A evangelização é a marca do amor do Pai nos seres humanos que os impulsionam à adoração e ao serviço. O evangelismo é o 'perfume' da igreja; é o bom cheiro do conhecimento de Deus; é a virtude que atrai outras pessoas; é o atrativo que impressiona o pecador distraído. Este Ministério é extensivo a todos os fiéis. Todos podem ser evangelizadores. O evangelismo se dá, principalmente através da anunciação da Palavra, mas pode também ocorrer através do testemunho de vida de cada crente. Não devemos confundir evangelizador (vocação missionária natural da igreja) com a função ministerial de evangelista (chamado divino para a função).
A PREGAÇÃO DA PALAVRA
É o coração do corpo chamado Igreja. Não há igreja se não houver pregação. É pela pregação da Palavra que as verdades divinas são comunicadas aos homens. Por isso, o pregador deve se preparar, meditar, pesquisar, orar e organizar o tema sobre o qual deseja falar. A pregação da Palavra é o centro do culto. É pela pregação que a mente humana é instada a refletir sobre a grandeza do amor e da bondade divina para com os seres humanos, feitos à Imagem e Semelhança de Deus, de quem a Palavra vem.
VISITAÇÃO
É a missão consoladora da igreja. Um gesto de amor e solidariedade. Seu alvo deve ser as pessoas fragilizadas em razão de doença, pobreza, dificuldades e desavenças no lar, separações e morte na família, além de pessoas e famílias que conheceram a Palavra através de Estudo Bíblico ministrado em favor delas há pouco tempo. A visitação deve contribuir para o fortalecimento e renovação do ânimo da pessoa ou família visitada. Qualquer que seja o motivo da visita, sua conclusão deve ser sempre com uma leitura e breve consideração de um texto bíblico que desperte e renove a esperança, seguida de oração objetiva em favor do visitado.
SOCORRO
É acudir ao necessitado. É dar abrigo ao desamparado; roupa ao que tem frio; alimento ao que tem fome; remédio ao doente; trabalho ao desprovido do meio de sustento. Embora esse mandamento (Lucas 3:11) alcance a Igreja como instituição, o que se espera é que cada um por si estenda sua mão e reparta do que tem com o que não tem.
DOUTRINAÇÃO
A Igreja é comparada, por Deus, a um rebanho. Isso significa, basicamente, que ela precisa, entre outras coisas, de orientação. A orientação, aqui, é a doutrinação, isto é, o ensino da Palavra. Essa prática é essencial, porque há ensinos destituídos da verdade revelada de Deus. Os fiéis devem saber o porquê das práticas e liturgias orientadas pela igreja. A doutrinação, portanto, é o ensino em prática.
ORIENTAÇÃO
A orientação difere da doutrinação no seguinte aspecto: Enquanto doutrinar tem a ver com ensinar uma verdade definida, orientar se limita ao sentido de indicar a melhor forma de seguir essa verdade. A igreja tem sua doutrina bem definida, mas os fiéis precisam de orientação para colocar a doutrina que professam em prática.
ORGANIZAÇÃO DA IGREJA
Como já definido, a igreja é comparada a um corpo. Isso significa que seus membros atuam em conjunto para seu bom funcionamento. Significa também que não fazem todos as mesmas coisas. O próprio Espírito Santo distribui dons e talentos diferentes entre as pessoas. A igreja deve dar o máximo de abertura para seus membros desempenharem suas aptidões, e não pedir que alguém desempenhe uma função para a qual não é dotado de talento ou vocação.
CAPÍTULO IV — Conduta e Viver Diário como Membros do Corpo de Cristo
SERVIR A CRISTO É UMA ESCOLHA
A liberdade é a marca daquele que se faz servo de Cristo. Embora viver em grupo (a Igreja é um grupo) pressupõe aceitar e seguir os normativos e regulamentos acordados por todos os seus membros, a decisão de permanecer unido aos demais pela fé comum é um direito indiscutível que assiste a cada um.
VIDA CRISTÃ
Ser cristão não significa ser um pouco melhor do que o mundo, tampouco experimentar uma leve modificação em relação ao viver de antes. A vida cristã é o resultado de uma transformação profunda ocorrida na alma, no íntimo, mas demonstrada pela forma de se apresentar, pela linguagem e confirmada pela conduta.
CONVÍVIO SOCIAL
Embora não pertençamos ao mundo, vivemos ainda nele. As pessoas têm convicções e crenças não necessariamente compatíveis com a fé cristã, e aos filhos de Deus é dado viverem juntos com todas. É recomendável que todos, iguais e diferentes, crentes e descrentes, desfrutem de saudável convivência. Dos filhos da Luz espera-se lealdade irrestrita a seu Deus e amor incondicional para com todos os seus semelhantes.
A IGREJA E A POLÍTICA
A Igreja não é um partido político e não tem qualquer ligação com nenhum deles. Também não segue nem defende qualquer política partidária. A igreja não acolhe candidatura política, nem promove campanha em favor dos que se oferecem para eleição a cargos eletivos. Embora o cristão seja livre para filiação partidária à sua escolha, o exercício da atividade político-partidária não se confunde com o livre exercício de sua fé e crença.
A IGREJA E AS AUTORIDADES CONSTITUÍDAS
A Igreja faz distinção entre a pessoa investida em uma função de autoridade e a autoridade em si. A autoridade é um princípio e vem de Deus, qualquer que seja sua esfera de ação. Por outro lado, a pessoa que é investida em função de autoridade vem da sociedade, seja ela autoridade civil ou militar; eclesiástica ou temporal. A Igreja se submete a toda e qualquer autoridade enquanto princípio. Ela também se submete à autoridade materializada através das pessoas investidas em funções de autoridade, entretanto, repudia a prepotência, o exagero, o abuso, o extremismo e toda e qualquer ação contrária aos princípios da liberdade, da dignidade e da cidadania.